Cálice!





 Um lampejo, um desejo,
Uma saudade de mim,
Uma coragem, várias bobagens,
Um amor que chega ao fim!

Serelepe pelos campos,
Lebre indefesa, inocente,
Sobre campina de flores,
Sob os presságios de horrores!

Caminha em dores, sem imaginação!
Na arena da inimizade que surge,
Entre o nostálgico canto da espera,
Na esquina da alegria que já era!

Choramingam entre plumas e penas,
Os pavões coloridos majestosos,
Ante o riso delirante das hienas
E a marra dos leões escandalosos!

Um fulgor, uma lástima, uma figura,
Criaturas em frente ao criador,
Expõem a falta, a secura,
Da bondade, da ternura, do amor!


Di Vieira


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