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sábado, 28 de setembro de 2013

#Possoestarerrado



Pensei que não,
Mas tava errado!
Quero você!
Quero você, porque quero!
Quero você!
Quero me apaixonar!
Te conhecer melhor.
Saber da tua história,
Saber um pouco mais de você.
E acrescentar um pouco de nós!
Nós dois!
Até pensei que não fosse possível!
Mas reconheço que nem sempre sei das coisas!
Porém, de uma coisa eu sei,
A gente pode se arriscar,
A gente pode até gostar!
Gostar de se descobrir diferente!
Quem sabe a gente pode se completar?
Quero você!
Quero você agora, a qualquer hora,
De qualquer jeito!
Sempre pensei que não...
Que entre nós nada fosse rolar,
Que entre nós, não fosse dar certo!
Mas pense bem...
E se eu estiver errado?


Di Vieira

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

#Areia



Sou areia,
 Do mar.
Quente, dividida,
Repartida
Pulando as ondas, dos mares da vida.
Sou areia mareando por aí, acumulando história,
Guardando na memória todo pé descalço,
Todo tropeço,
Todo recomeço,
Todo olhar avesso,
Todo raio de sol,
Todo pingo de chuva.
Observando o tempo passar,lentamente,
O céu, o mar, o ar, a paciência.
Na maré alta, maré baixa,
Pisando rápido, andando lento,
No calcanhar, a respiração do vento.
Ganhando entendimento do que agora é,
Do que um dia foi,
Do que será amanhã.
Diante do painel em branco,
A tinta,o lápis de cor,
Esperando as imagens da vida,
E a completa condição do pintor,
Para bolar histórias coloridas,
Nas areias do Arpoador


Di Vieira

#Infinita



Sou feliz!
Subo o monte onde luzes se espalham,
Onde estrelas mágicas fazem seus ninhos,
Onde os sentimentos imortais,
Nunca, jamais estarão sozinhos!

Corro para o morro,
Onde a alma repleta de paz repousa.
Onde ninguém ousa destruir a calma
Onde o eco da alma, tem voz.
E os sentidos estão todos sempre atentos,
Entro na surpreendente assembleia da casa dos ventos!

Assim, sou feliz!
E é isso que importa agora!
Por favor, não insista!
Não darei entrevista, não farei palestra,
Hoje, o que me resta,
É a canção dos pássaros alforriados!
Vou transpor esperançosa,
A luminosa galeria, dos calvários gelados,
E encontrar enfim, a incomparável mansão do sossego,
Onde não há perdas, não há dores, não há medo!

Di Vieira


sábado, 21 de setembro de 2013

#Afera!


Existe uma fera em mim!
Com garras que não sabe usar,
Com um olhar assustado,
Mas nunca vai se acovardar ,
Com presas duras,
Que ainda não soube domar!

Há uma fera em mim,
Que aparece, quando esquecem limites,
Quando invadem, reprimem, sufocam,
Quando são delirantes!
Quando amar, parece não ser o bastante!
Quando me afrontam, com lanças gigantes,
E ferem a fera!
Ferem,
E não se importam!
Invadem,
E não se importam,
Matam,
E não se importam!
Não se importam se fera tem sentimentos,
Não se importam com ninguém!
E se querem saber,
Já não me importo também!

Di Vieira




#Não!



Pode parecer confuso,
Mas sabe o que eu estava pensando agora?
Em você! Em nós!
Pela derradeira vez,
É o que eu espero!
Só que no fundo me recuso a esquecer!
E sinto às vezes, saudades da nossa vidinha.
Os beijos, os abraços, os selinhos,
Alguns ingredientes, secreto dos nossos carinhos!
No entanto a triste lembrança de suas mãos abanando,
Como se eu já fosse tarde,
Ainda me arde o peito, rasga-me a alma!
Guardo isso como lembrança, 
Uma cicatriz de guerra.
E você, guarde meu nome, meu cheiro,
A marca no travesseiro, que está solitário agora,
Ou jogue tudo fora,
Pra você, não valho mais nada mesmo!
Todavia, eu guardarei a minha história,
E a contarei do meu jeito,
Em respeito aos dias felizes que vivemos!
Essa é a minha história, essa eu conheço!
Sei que paguei um grande preço pela indecisão,
Deixei que cravasse suas garras em mim,
E assim, deixei de viver, pra respirar você!
Há quem diga, ser castigo pelos meus pecados!
Que pecado?  Amar, e querer ser amado?
O fato é que, se precisar de alguma coisa,
Pode me procurar!
E eu volto!
Volto, pra olhar na sua cara,
E dizer que não volto!
Volto, pra dizer que agora eu tenho vida!
Volto só pra dizer não,minha querida!
                                   


 Di Vieira



#Urgente!




Solicitei remédio urgente!
Gente, minha doidice anda a toda!
Minha vontade, não tem mais vontade,
Minha boca já não ri de tudo.
Fico mudo até na fila do SUS!
Ando procurando minha alegria,
Vou pedir com muita simpatia, pra ela ficar.
Imagine que hoje, levantei pra ver o mar, e nada!
Nada pra nadar, nada pra andar, nada pra boiar!
Aliás, necas de mar!
Olhei muito bem, mas o mar não estava lá!
Onde foi parar o mar?
Pela minha insanidade,
Solicito remédio urgente!
E diga a todos na cidade,
Que um impaciente carente,
Suplica por gentileza, 
Um ouvido!
Solicita abraços comprimidos,
Pílulas de carinhos em camadas
Doses generosas de afeto,
Direto, 
Uma porção de sorriso,
Gargalhadas, 
Várias, todas sem noção,
Pra manter meu coração de criança.
E não esqueçam de trazer,
Umas partes iguais de amor, e esperança,
Tratem bem do meu coração,
Você sabe bem como é né?
Loucos são crianças,
Que precisam de proteção.


Di Vieira




terça-feira, 17 de setembro de 2013

#Oequilíbrio


 Ajuda a sua ajuda, seu interesse.
No máximo da minha desordem,
Isso, é tudo de bom!
Passo pela dificuldade,
Com a maior tranquilidade possível!
Você sempre foi incrível!
Penso às vezes, se mereço tanto carinho assim!
Carinho que me alimenta, me sustenta,
Antes que eu resolva, o que é melhor pra mim!
Sei que a coisa mais importante dessa vida,
É achar o equilíbrio!
Eu certamente procuro!
Mas mas achar o equilíbrio, não é fácil!
Por isso é bom ter você por perto!
É bom ter sua mão como amparo!
Às vezes paro, olho sua foto na parede do quarto,
Sinto-te presente, mesmo quando estás longe!
Eu disse longe, não ausente!
Às vezes sinto o teu perfume!
Sente minha mão quente?
Percebe como tudo ficou diferente sem você?
Viu como ficou triste a minha estrada?
Não tenho mais nada, só lembrança, e o perfume de flores!
Mas nossos melhores momentos, me trazem calma!
Sinto-te tão perto, tão amiga, tão madura,
Tão bonita, tão elegante, tão jovem, tão velha,
Tão pura, tão serenamente equilibrada,
Amada, minha amada!





Di Vieira

#Segredos



Guardo um segredo entre os dedos,
Entre os grãos no silo da paciência,
Entre os graves tons, na cumplicidade da alma,
Na defesa pensada, calculada, imaginada.
Guardo segredos de várias formas,
Sem normas previstas, sem guarda costas,
Sem tempo de espera, sem apavoramento.
Com um modesto sofrimento,
Mas tranquilo a observar, os segredos de outras mãos,
Por entre os grãos entreabertos,
Por entre pequenos olhos de flores,
Que brotam lágrimas vez ou outra.
Lembranças de amores e bangalôs,
Pendurados na montanha do tempo,
Onde o vento canta seguidinho,
Canções sentimentais, com carinho,
Inflamando os amores ardentes,
Amores brigados, reatados bem aos poucos,
Segredos loucos, embrulhados em tempestade,
Guardando saudade nas curvas perdidas.
E eu digo, que é isso aí! 
Sim é isso! 
É a vida!



Di Vieira

#Sou luz!




Sou luz!
Sinto a suavidade do teu olhar em mim,
E sou luz, porque sinto!
Porque vivo!
Sou dia claro, quando em mim resplandece.
Noite quando me esquece,
Entardecer, quando foges de mim!
Sinto assim como se perdesse o viço,
Quando sem compromisso, me mandas embora.
E nessa hora, sinto que é o meu fim!
Mas se mesmo distante me olhas,
Recobro os sentidos, deslembro de tudo,
Fico mudo, fico em brasa,
Volto pra casa, desdenhando a maldade,
Visto a felicidade, diante do teu cintilar,
Vivo o esplendor, antes do fim dos tempos,
A brisa, antes dos desastrosos ventos.
A paz, antes de tudo se acabar.



Di Vieira

sábado, 14 de setembro de 2013

#Sedução!



Amo...
Como o beija flor que se encanta,
Com a flor vaidosa, em seu desabrochar ,
Como o rio, que inocente se entrega 
As formosuras e encantos do mar.
Amo, mas não sei explicar!

Amo...fantasmas
Num infinito de cores,
Caindo de amores pelo arco-íris, 
Ouvindo o cantar de um tesouro,
Perdido entre os potes de ouro,
Que ninguém jamais pôde encontrar.

Amo...
Porque me ausentam os sentidos,
Porque escuto zunidos, 
Como dos sinos em santuário,
Porque sou primário em questões de paixão,
Amo como um louco,
Amo como poucos, 
Amo sem saber a razão!


Di Vieira


#Observando



Olho a parede.
Nessa dura realidade me prendo.
Nenhuma porta, nenhuma paisagem,
Só sua imagem,junto as lágrima dos meus olhos,
Aos poucos vai se dissolvendo.
Não quero resolver as coisas agora!
Não quero que a raiva passe!
Ah se você me amasse ao ponto de ser sincera!
Ah quem me dera! Quem me dera!
Que me dera  as palavras doces fossem pra sempre!
E que sempre, fosse com você!
Quem me dera!
Quem dera sua presença em mim, fosse mais forte!
Muito, muito mais forte do que e a lembrança do teu cinismo sem limites.
Ah quem me dera!
Quem me dera abrir nessa parede uma janela, 
E respirar novos ares!
Tenho em mim a certeza,
Você não vai encontrar alguém melhor que eu.
Quem me dera pular a janela,
Abrir os braços, abrir os olhos pra vida!
Mas não faço nada!
Fico parado aqui, minha querida...
E só observo!

Di Vieira


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

#Infinita



Cheiro de vinho novo, 
De nascença, gente do povo.
 Macerada na dor,
 Feliz, infeliz, embriagada, 
Mergulhada no perfume, 
 Da poção do amor. 
Amada! 
Amou como quem ama a faísca, 
Que se apega e se apaga no ar 
Quer um amor, mesmo fora do alcance, 
Que dance!
Que curta um romance mesmo fora de hora! 
Não que isso seja importante agora! 
O ideal, e ter um amor que deixe o passado, 
Siga em frente, pra descobrir enfim, 
 Que a felicidade não é pra sempre! 
E descobrir-se fruto inteiro, 
Mergulhar no cheiro, da pimenta ardida. 
Conhecer-se totalmente desimpedida, quando chegar a despedida. 
Perturbadoramente afortunada, por ter sido amada,
Inebriada pela vida! 
E só por hoje,só por agora! 
Mergulhar na finita felicidade! 
Ver em tudo um indício dos novos tempos, 
Tempos inteiros, que durarão momentos, 
Mas que não haja desperdício, não haja obstáculo. 
Estar sozinho, não é uma condição, 
Que não falte pão, 
Que não sejam solitários no caminho, 
Que sejam vinho,
Em uma suave fermentação! 

Di Vieira