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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CURITIBA E AS CONTRADIÇÕES






 Olho à noite a cidade
Que tem a capacidade de me conquistar todo dia.
Palco das minhas tristezas,  e das inúmeras alegrias,
Das fantasias e sonhos de uma vida.
Te amo Curitiba!
Ausente, presente, querida
O duro refinamento, a faculdade livre,
O sorriso da cidade de chuva e sol,
Desconfiada, amada, gelada, contente,
Cidade de gente do leite quente, da vida dura,
Das ruas estranhas, na árdua vida fácil,
Na fácil vida estranha, insensível,
Onde rola o perde e ganha,
Onde mais se doa que se recebe.
E negue, negue que é quase  sempre assim!
Carlos Gomes, Tiradentes, Rua das Flores,
Cidade dos amores perdidos, desperdiçados,
Dos personagens burlescos da língua afiada,
Da Boca Maldita, da Boca do Brilho,
Da litorina no trilho... cara!!!
Do espetáculo na calçada.
Cidade bonita, cidade amada!
Contemporânea, antiquada, caloura, arrojada
Querida mesmo em suas contradições,
Suas aberrações, suas incoerências,
Suas negligencias, suas possibilidades, seu futuro.
Seu passado é um espólio dançando no presente,
Ao longe os miseráveis defecam nas gramas
Fazendo da vida privada uma causa pública,
E o contraponto enfeia as deferências
Haja paciência! Haja sermões! Haja atitude!
E em tais ações os vultos e os vícios se acumulam
Enganam e fazem chorar aos que te amam de fato.
A devassidão, a preguiça, o vício, o desatino,
Querem fazer morada em suas praças
Mas mesmo assim te amo de graça!
E quanto mais o tempo passa, mais te amo
Te amo quando te vestes de bruma,
Quando tua grama gelada se quebra,
Quando friamente escondes o sorriso sob o cachecol,
Amo seus braços abertos pra mim, e pra quem vier,
Seu ar maloqueiro, seu ar sofisticado, seu ar sereno,
Olhando daqui, me sinto pequeno diante da sua grandeza,
Que beleza é  você Curitiba!
Não nasci, mas acho que morro aqui
Onde os frutos desse chão, são suor dessa gente,
Que soltam as ideias no azul do teu céu,
Que meditam sobre a vida, tomando pingado na avenida
Que lidam com o vento frio, de luvas, casaco e chapéu.
Te amo Curitiba!
Saborosa, deliciosa, imersa em sonhos de confeitaria,
Na confraria dos que gostam do teu jeito,
Bato no peito a cada afirmação,
Amo você Curitiba!
Te quero bem guardada aqui dentro
No recesso desse velho moço coração!

 24 HORAS


LARGO DA ORDEM

Di Vieira

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

AMOR ETERNO



 Chorei  de covarde!
Quando a dor invade, quero ver quem não chora!
Eu chorei!
Apaguei sua foto em meu blog,
Fiz tudo pra esquecer teu sorriso de atriz.
Só queria ser feliz com você!
Tatuei teu nome em meu braço,
"Amor Eterno é pra sempre!"
Sempre!!!
Você me enganou!
Agora vai!!!
Me deixa em paz!
Me deixa!!!
Não existe mais amor,
Só as nossas queixas!
Agora vai que esse amor já desceu a ladeira.
Um amor se vai,
Logo outro amor vem...

Di Vieira

domingo, 4 de novembro de 2012

ORVALHO!




O orvalho da manhã o sol que nasce...
Em silêncio tua face buscarei!
O esplendor da lua e a noite já descansam,
Mas em mim a esperança vai se renovar.
Sua magnitude a cada ser vou anunciar!!!
A cada botão em flor, ou espinho que eu encontrar.
Sei que não haverá barreiras,
Que eu não possa enfrentar se estiveres ao meu lado.
Então, no dia que nasce Senhor,
Quero te entregar minha vida,
Confio no teu amor!

Di Vieira



sábado, 3 de novembro de 2012

FINAL DE FESTA






Eu já desculpei tanta coisa vê se não esquece,
E não comece a pedir pra ficar.
Tem gente que não merece,
Tem gente que não sabe amar.
Não venha me dizer que fez prece pra gente voltar,
Você nem sabe rezar!
Feito cão sem dono cai no mundo e quando aparece,
Balança a cauda e se esbalda no meu sofá.
Quantas vezes se perdoa?
Quanto tempo leva pra se perceber,
Que uma pessoa te zoa, não ama você?
Eu demorei pra entender!
Cata o que te resta meu bem!
Você não presta pra mim
Vira-lata, cão sem dono!
Se ainda está na escuta, eu quero te dizer...
Você é um filho da mãe!
Mas deixa pra lá! Deixa assim!
O que sei, é que você não presta pra mim!

Di Vieira


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

TEMPO DE COLHER!






 Só você conhece minha vida
Sabe tudo o que sou,
As lágrimas que choro,
A dor que dói em minha alma.
São sussurros que só tu podes ouvir.
Me saras e consola,
Me ensina a esperar,
 O tempo de colher o que plantar.
E eu me curvo a sua vontade dependente do teu amor,
Sei que sou do meu Senhor ,
E Ele é meu!
Venham! Vejam oh filhas de Jerusalém!
No jardim o meu amado está.
O meu choro em louvor quer transformar!
Sei que você pode me olhar e não entender,
Porque eu canto assim.
É porque tenho um grande amigo,
Que sempre está comigo,
E eu vivo, porque Ele vive em mim!!!
Videira verdadeira!
Meu amado Redentor!
Conselheiro e Deus forte é o meu Senhor!
E eu me curvo a sua vontade dependente do seu amor.
Sei que sou do meu Senhor e Ele é meu!

Di Vieira