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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

#Roda da vida


Devemos perguntar a nós mesmos senhores,
O que fazer quando a roda da vida ficou tão feia?
Quando a estatística do aborto tem um aumento constante?
Quando os adoradores
Da sexualidade, transgressão,drogas e arame,
Estão sempre em evolução,
E quando em cima do tatame,
Jazem sempre os eternos bobos da corte,
Mergulhados na ignorância,no abismo incerto
E ainda nos achamos espertos, modernos,
Atolados numa inalterável loucura,
Da qual juramos conservar total controle.
Perguntemos a nós mesmos senhores!
 Quem nesse palco representa o algoz,
De todos os males,  de todas as tramas e conchavos?
E quem são os escravos, os que assistem de camarote?
E quais são os que dão o pinote quando a coisa aperta?
É nesse teatro de horrores, que às vezes temos a impressão de viver
Entre leis, que não se cumprem,e regras difíceis de se entender,
E obrigações que incompetentes nunca cumprem.
Vota o cidadão,
E assiste o burlar, o infringir, o violar,
Como primeira e total intenção,
Dos que fazem as leis,
Em nossa nação!

Di Vieira

domingo, 17 de novembro de 2013

#Duas e dez





Duas e dez,
E eu acordada!
Fugiu-me as forças,
Fugiu-me o sono,
No abandono total,
Olhei o relógio da sala.
Duas e dez!
Sentei-me no sofá,
E voei sem escala ao meu abrigo,
Ele sentou-se comigo,
Segurou minhas mãos entre as suas,
E em silêncio ficamos não sei quanto tempo!
Pra quê contar?
Passa rápido quando tudo está bem,
E depressa, quando pressa se tem!
Ah o tempo!
Suaves minutos,
Juntos, em perfeita comunhão
Seus olhos sobre mim,
Minha cabeça em seu ombro.
Sei lá quanto tempo!
Tempo do conhecimento,
Do se ver por dentro,
De festejar os bons momentos,
Que pela vida se perdeu,
Acarinhar a menina,
Refazer a estrada do tempo, sem pressa,
Adormecer, e descobrir que é bom à beça,
Voltar a ser...eu!

Di Vieira


#Em sua direção


Na solidão,
Fundamento o conviver,
O entender, o imaginar!
Enfraqueço o cruel gigante da ira
E me aproximo com delicadeza,
Do especulado diamante da paz.
Que jamais poderia imaginar alcançar,
Sem ter caçado incessantemente.
Só no fim de mim, entendi o começo!
Retornei ao abraço,
E no abraço, achei o desapego,
No desapego, voltei ao silêncio,
Ouvi o sussurro da simplicidade,
E adormeci,
No embalo da tranquila canção de ninar.
Acordei!
E não há mais solidão!
Só o murmúrio das águas límpidas, transparentes dos seus rios.
Não há mais medo!
Andei sobre as águas, passei pelo fogo,
Movi-me lentamente em sua direção.
Os braços fortes, as mãos seguras, seguraram as minhas,
Não estou mais sozinha.
Nunca mais haverá solidão!

Di Vieira .

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tanto faz!



Talvez, tudo ao meio,
Talvez, o meio de tudo.
A forma exata do tom,
A cor, amarelo, marrom,
Vermelho, azul, lilás,
Tanto faz!
Tanto faz a cor, o pigmento,
Tanto faz o assento,
Ou a marca que a bunda faz,
Tanto faz!
Tanto faz a cerca,
Se o portão fica aberto,
Tanto faz o grito,
Se não escuta nada,
Tanto faz a estrada,
Pra quem caminha pra trás ,
Tanto faz!
Tanto faz a mordida,
Se a boca é sem dente,
O amor sentimento,
Se a gente não sente,
Tanto faz a idade,
Se não se tem capacidade de aceitar sua beleza,
Tanto faz a natureza da lança,
Que sem esperança não avança mais.
Tanto faz!
Tanto faz o equilíbrio,
Se tudo um dia cai, desbota, desaba,
Tudo um dia se acaba.
Mas tanto faz!
Já que o azul, não é mais só azul.
E o lilás, não é mais só lilás.
E daí?
Tanto faz!!!!



Di Vieira

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

#Sanguessuga


Sanguinário, sanguessuga,
Suga o sangue, e se embriaga,
E embriagado finge,
E como um bom fingidor, sofre!
E sofrendo, suga o sangue da burra.
E ela finge que não vê,
E às vezes, não vê,
Às vezes, finge!
E o sanguinário, atinge o ponto!
E como não é tonto, atinge logo a jugular!
Com crueldade animal,
É cauteloso no golpe fatal!
E segue a saga burlesca,
Da burra, e do fingidor burlão.
Nessa reta final,
Já sem sentimento, sem coração!
O fingidor apaixonado, safado,
De dentes a postos, ensanguentados,
Como um cão vadio,
Seca a burra no cio, até o final.
Suga, até ao fastio!
E segue, contando com a sorte!
O sanguessuga, se embriaga e se empanturra,
Deixa à deriva, a burra, a tonta, a sedentária,
Para seguir, sua saga vulgar,
Vulgarmente, ordinária!


Di Vieira
                          

#Meu amigo




O brilho se apaga devagar,
A névoa silenciosa encobre os seus olhos.
Ofusca o meu mundo,
Acorda os meus medos!
Medo de te perder!
Choro em segredo, tenho dores no peito
O teu jeito amuado,
Ás vezes correndo trôpego em busca da meia jogada,
Às vezes se escondendo, aparentemente por nada,
E seus lindos olhos se apagando!
Então pedi a Deus,um brilho que fosse,
Pra alegrar esse doce olhar,
Pedi uma graça,um favor que fosse,
Pra tudo isso passar,
E não passar de um pesadelo,
A dor, a queda dos pelos, o jeito triste.
É tristeza de não poder mais se bastar!
Queria que tudo isso acabasse!
E quando isso passasse
O brilho voltasse ao seu olhar,
E com ele, a alegria,
E toda aquela simpatia que sempre fez parte de você.
Meu amor, minha fiel companhia.
Na verdade, você é a alegria simples, maior.
Meu pequeno presente,
Sempre presente,
Ser de Deus,
Ser que se foi, sem querer dizer adeus,
Meu amigo, parceiro da vida,
Xodó dos olhos meus,
Spry, meu gordo peludo,
Sobretudo,quase um filho amado,
Meu abusado e querido amigo,
Adeus!!!


Di Vieira

#Meuparaíso



Ela abriu-me os braços,
E me vi encantado,
Em seu jardim de flores desabrochando!
Corri o risco e me aproximei de mansinho,
Num impulso, sem o menor juízo,
Abri um largo sorriso,
E me entreguei!
Meu coração se encheu de amores,
Pelas doces flores,
Pela mais bela flor que já pude ver!
Pirei com você!
Naquele dia em que me abriu os braços,
Abri pra vida o meu sorriso, 
E apaixonado, bobo,
Outra coisa não quis desejar,
Quero ficar!
Preso, 
No seu paraíso!
Em nada penso, 
De nada preciso,
É o paraíso!
E do seu abraço, 
Não quero escapar!

Di Vieira