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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Só eu sei!


Só eu sei o que senti,
Quando percebi seu olhar no meu.
Só eu sei!
Muitos podem imaginar,
Podem até quase saber,
Mas sobre aquele olhar,
Só eu sei dizer!
Só eu sei o sabor daquele beijo,
O tremor daquelas mãos,
A timidez por não saber,
O receio de não dar certo;
Só eu sei!
Só eu sei a dor, 
Das primeiras lágrimas de amor,
Muitos podem até avaliar a dor,
Mas só eu senti, só eu sei!
Só eu sei os sentimentos perdidos,
A angústia da espera, os breves momentos,
Todas as promessas jogadas ao vento,
São minhas verdades.
Se deixaram ou não saudades
Só eu sei!



 Di Vieira

Encantado!




Era encantado.
Morava ali ao lado, tão perto!
Ás vezes tão longe, que mal dava para ver,
Vivia tão triste, sem ninguém se envolver,
Chorava sem lágrima, pra ninguém perceber.
Era encantado,
Seduzido pela loucura,
Arrebatado até a altura de um nobre ser,
Estando no limite do existir,
Versando na fronteira do falecer.
Encantado sem viver,
Vivendo sem perceber que o tempo passou.
Dançando com a música, que sua débil mente guardou,
Com aquela doçura singela, quase sem pecado!
Ah meu amado!
Quanto desperdício!
Tanto talento encubado!
Ah meu amado irmão!
Meu doce ser encantado!

Di Vieira