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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Evidentemente



Evidentemente,
A saudade ainda dói!
Ainda há aquela gota de lágrima teimosa,
Ainda existem as idiotices bem intencionadas,
Querendo me fazer acreditar, 
Que com o tempo passa.
Não passa!
Ainda há o chão de pedras,
As caixas de lenços de papel,
Os pedidos de ajuda aos céus,
Os suspiros "do nada"!
E aquela lágrima dançando no olhar.


Evidentemente, 
A saudade não acaba!
Evidentemente, 
Não quer acabar!
Mas pelo caminho mando flores inocentes,
No desejo ardente de que chegue ao destino,
Onde existirá um anjo, ser divino, 
Que as recolha com carinho.
Eu sozinho, 
E uma saudade só minha.
Eu sozinha, 
E uma esperança,
Pura, como quase nada mais existe,
Eu e essa saudade,
Que evidentemente, 
Teimosamente persiste!


Di Vieira

quinta-feira, 19 de junho de 2014

#Estrelas



Colhi estrelas distraídas,
Pelo caminho da vida,
Por estradas disformes,
Por pontes de concreto.
Por buracos abertos no peito.
Colhi verdades,
Ri das mentiras, dos deboches,
Deslizei na rampa escura.
Insegura, pura, problemática,
Simpática, de verde e amarelo!
Revi meu olhar mais crítico,
Desfiz o olhar mais duro.
O partido do "Nem aí",
Desconfiei da desconfiança!
O sol da esperança,
Não se escondeu no cinza de maio.
Então, nas noites frias procurei estrelas,
Entre os edredons curti sozinho,
A vida que valeu à pena!
As pedras, os caminhos complicados
As coisas que acertei,
As que deram errado,
Quem não me amou,
Por quem fui amado.
Distraidamente captei tudo,
Distraidamente selecionei estrelas.
Grandes e pequenas.
E só guardei as do melhor tipo,
As do tipo que vale à pena!
    

   Di Vieira

Sonhos



Sonhos são assim!
Loucos, quase sempre!
Mágicos,
Trágicos!
Passados no passado,
Lembrados no futuro
Questionados no presente.
Preso nele, quero fugir,
Solto, não quero sair.
Quero juntar os pedaços,
Fazer lógicas, às ações sem sentido.
Entre mil olhares ocupados,
Alertando mil ouvidos cansados.
Entre mil e um sonhos recheados,
De promessas, de ameaças,
De sorrisos, de saudades,
De corridas, e quedas,
De buscas, e fugas,
De saudades, e medos,
Segredos.
Sonhos,
Penetrando as sombras,
Dando vida ao sono,
Sonho,
E no abandono, tudo se eterniza.
Quando vier, me avisa!
E venha só quando quero,
Quando espero!
Não quando queiras!
Venha,
E desperte a lembrança,
Da pequena criança
Que vez por outra, de sono desmaia.
Caminhe entre as adormecidas flores
Que exalam perfumes e carinho,
Beije meu rosto bem devagarinho,
E em silencio, saia!

Di Vieira

#Depende!



Depende do olhar,
Do momento,
Do sentimento,
Depende do foco,
Depende de cada floco de neve,
Depende do pingo de chuva,
De cada gota de lágrima,
De cada pequeno raio de sol,
Das pessoas de boa vontade.
De cada sorriso que deixa saudade.
Depende da fé no futuro.
Do querer, do pensamento,
Depende de cada momento
De cada foco,
De cada querer,
Depende do olhar,
Da vontade de ver!
Depende do sentir,
Do não desistir,
Depende de mim,
Depende de você!


Di Vieira

#Apaixonada




Me apaixono por caráter,

Por marte,

Por arte,

Por sonhos,


Me apaixono por conhecer,

Por viver,

Por ser,

Por sentir,


Me apaixono por você,

Por mim,

Por nós,

Pela sua voz,

Pelo seu jeito,

Pelo respeito,

Por sua pessoa,


Não me apaixono à toa,

Ao léu, ao Deus dará!
Me apaixono por carinho,

Por um toque,

Por um jeitinho,

Por um olhar,
Por um dengo,

E gosto do Flamengo,
Que é meu jeito, 
Enlouquecido de gostar!



Di Vieira