Total de visualizações de página

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

#Meiaspenduradas



 Remendo as meias,
Penduradas entre os galhos da árvore morta.
Separo os retalhos, olho as estampas.
Dentro e fora, na palma da mão
Mãos de irmãos,
Que encontro no universo da alma,
Onde compartilho sonhos.
Sonhos de paz que trago no peito
Alheio aos desejos de vingança.
E a sede do ódio, e da ira,
Que descompassam os novos passos,
Sem nenhum argumento.
Arruínam tudo o que importa.
E a rima perfeita do amor,
Se perde no tempo,
Chora o velho tronco,e a raiz,
Os galhos quebrados em decomposição.
Mas sem humildade.
Precisam de socorro,
Sofrem, e nem percebem a razão!
O dia escurece,
Os pés descalços voltam pra casa.
Não há mais orgulho,
Não há mais rebeldia,
É o dia da redenção!
E começará bem mais cedo que pensamos!
Então, quando chegar à esperança.
Os segredos, os remendos, os atalhos,
Até os esqueletos do armário,
Terão que desaparecer!
E vão achar meios de perdoar os culpados
Admitir que estávamos errados
Desculpar, e esquecer,
Tempos difíceis esses!
Mas é só confiar,é só querer!


Di Vieira

#Vamossimbora


Vamos simbora, meu povo,
Vamos simbora no trem,
Vamos simbora de  novo,
Um dia vai, o outro vem,
Um dia triste, outro alegre,
Mas a vida é tão breve!
Vamos simbora de novo!
Simbora se embolar o ano inteiro,
De janeiro, a janeiro,
Um pé lá, e o outro cá
Correndo como um guerreiro.
Que não pode se atrasar
Quer construindo sonhos,
Quer rindo, pra não chorar,
Simbora que o presente não pode esperar,
É pra ser vivido por inteiro
Simbora na marcha companheiro!
Simbora com tudo,
Simbora, meu valente povo brasileiro!


Di Vieira

#Olhosazuis




Olhos azuis que desprezam os meus,
Presos no tempo que anoiteceu, 
Sem ver o dia de ser feliz.
E quando percebeu, já era tarde,
E no entardecer,
Veio o perceber.
Mas, já era futuro!
E o futuro, nem sempre é como pensávamos
No presente que já foi passado.
Tá tudo errado!
Tanto tempo junto,
E assunto que é bom, pouco.
Lado a lado nesse mundo louco!
Às vezes, nem dá pra entender,
Os motivos das brigas,
E as coisas sem tanta importância,
As quais, damos tanto poder.
Às vezes o que é, até parecem não ser,
Mas sempre são!
As flores no começo,
Os espinhos enormes no fim,
Tanto da gente preso em trejeitos,
Tantas manobras escondidas nos defeitos,
Serpenteando o caminho,
Entremeando tudo, feito cobra!
E como quem não quer nada!
A gente se cobra!
Cobra a compaixão, que não mais se tem,
Cobra a simpatia, que se foi com a alegria,
A gente se cobra, e sempre se cobra mais!
E como quem nada quer,
Destruímos a nossa paz!
Quase endoidecemos!
Falamos o que queremos, sem nos arrepender,
Dizemos coisas, e sem perceber,
O dia virou noite, o tempo fechou!
E agora, já é tempo de recolher as despenadas asas,
Juntar cada qual sua bagagem,
Suas vestes corroídas pelo tempo,
E voltar cada qual pra sua casa.
É noite, a tempestade cai,
É esse o momento!


Di Vieira

#Dooutroladodomar






Do outro lado do mar, 
Anda o meu amor. 
Lá do outro lado do mar. 
Eu  sei que o meu amor vou encontrar, 
Não vou descansar, enquanto lá não for. 
Do outro lado do mar, 
Espera por mim o meu amor, 
Olhos fixos no horizonte, 
Onde sopra o vento que me faz sonhar, 
Meu amor está lá, 
Do outro lado do mar!
 Navegante, navegue rápido por favor, 
Preciso ir lá, encontrar o meu amor, 
Navega navegador! 
Quero ver o meu amor. 
Que está a me esperar, 
Lá, do outro lado do mar! 

 Di Vieira


terça-feira, 1 de outubro de 2013

#Suasmãos


Busquei suas mãos.
Entre as mãos das ruas por onde eu ia
Encontrei várias mãos,
Na contramão do mundo em que eu vivia.
Mas, só queria a sua!
Labaredas de sol queimavam minha estrada,
Luas, e luas, e nada!
Corria, na tentativa de chegar mais rápido,
Cortava caminho,
Mas sempre sozinho!
Busquei suas mãos, e encontrei pegadas,.
Segui teus passos, achei o rumo!
Assumo, te amei desde então!
Segui entre as curvas, os seus passos,
Cansei, desejei seus abraços,
Os pés, e os ombros pesados, cansados,
Não pude evitar!
Tive dúvidas, quando caminhei sozinho na escuridão.
Mas vi que era tempo de sossegar,
Então, parei de procurar,
Joguei minha âncora no mar da solidão,
E assim, quase que do nada,
Minha alma cansada
Encontrou então,
O confortável calor da sua mão!

Di Vieira

#Felicidade!



Saiu em busca do bem,
Caminhou em busca da paz,
Peregrinou pela serenidade,
A fim de fundamentar as coisas,
Que importam de verdade.

Atravessou a cidade,
Procurou no país,
Viajou pelo planeta,
Adejou com as borboletas
E não ficou feliz!

Voltou para casa,
As asas tão murchas,
Tão desesperançado,
A lucidez se esvanecendo,
No olhar tão tristonho!

Contudo viu o sorriso,
No conhecido rosto amado,
Viu-se confortado.
E aceitou como um aviso,
Da paz que havia buscado,

O sossego é aquilo,
Que no coração se ajeita,
No aconchego se endireita
Acatando a mais pura verdade,
Que a paz habita no peito ,
De quem ama com sinceridade!

Di Vieira