Total de visualizações de página

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Você é livre!


Você é livre! 
Livre e independente,
Até o momento que decide,
Por si mesmo ir em frente.
Livre, independente!
Até o momento que decide,
Dar sua opinião.
Sim ou não, errado ou certo,
Deixar em aberto as opções.
Até o decisivo momento,
De plantar tudo o que sabe.
Ou acha que sabe,
E colher o que merecer,
Ou não!
Quer ser independente,
Um livre ser pensante,
Que olha atrás e adiante,
Pra checar o que você é,
Ou pensa que é!
Se pensa ser livre,
Infelizmente sabe que não!
E se não é,
Vai brigar pra ser!
Sem se importar com o absurdo,
Que isso possa parecer!

Di Vieira

#Acordei!


Acordei!
E nem sei porque tão risonho.
Nem sei porque ainda sonhando em ser feliz!
Nem quis pensar na dor,
Na mágoa dos que foram feridos,
Na pressa dos que não chegaram,
Na sorte dos que não me amaram
Na dor dos que me amaram demais.
Dos lindos projetos que ficaram pra traz,
Dormi infinito, dormi bonito,
Dormi demais!

Acordei!
Velas acesas na mesa.
Flores cobrindo a pele,
Sem nem ao menos pensar no tempo.
Nem ao menos sentir o vento que passava,
Sem ao menos ver graça no solene cântico,
Que entoavam as bocas pequenas.
Aí,  vi a vida abrir suas asas,
Sobre a face serena dos que não voltavam,
Sobre toda a certeza dos que não falavam,
Sobre os que se calavam de repente,
Sobre os que nada mais sentiam ou sentem,
Sobre os inocentes que dormiam sem querer,
Sobre os que acordavam noutra vida
Sonhando outra vida viver!


Di Vieira

Clara

A claridade,
A janela,
Você tão bela, tão minha!
Tão sozinha de mim!
Tão longe os pensamentos,
Tão teu o momento da espera!
Tão minha a incerteza,
Tão nossa, a saudade de antes.
Tão pouco tempo pra nós,amantes!
E nessa claridade, nessa janela,
Você tão só, tão bela,
Tendo essa dor,esse adeus nos olhos,
Que faz florescer em ti o anjo que existe,
Triste,de asas caídas!
Anjo de todas as lembranças perdidas.
De todas as lágrimas de saudade,
Que faz da escuridão, claridade,
E aparece na sua janela,
Você tão minha, tão longe, 
Tão bela!

Alma



Alma,
Te quero na minha palma,
Com a calma que tudo de bom soma,
E me toma inteira.
Mas não queira ser muito.
Não queira ser pouco.
Não queira ser nada.
Não deixe na estrada tudo o que sonhou!
Louco viver, louco ser que amou!

Alma,
Quem dera mais pura,
Segura, sincera, repleta de planos.
Quem dera os anos não os apagasse,
Quem dera bastasse sonhar!
Quem dera alma minha, quem dera!
Uma gota de espera, 
Uma pitada de serenidade,
Descansa bem calma minh'alma,
Na palma dessa minha saudade!


Di Vieira

Parecer



Parecia ser fim,
E era começo!
Parecia ser noite,
E era dia!
Mas parecer, parecia!
Parecia ser eterno,
E foi logo esquecido!
Parecia ser sonho,
Mas foi viver vivido!
Parecia, sem parecer,
Esquecido, sem esquecer.
Aquilo que foi, sem um dia ser,
E se acabou, sem ninguém perceber.
Naquela noite que era dia,
Na inesquecível tarde,
Que muito chovia.
Bem ali, onde o sol nascia,
Naquele lugar que só o amor conhecia,
Onde por horas e horas se escondia,
Nos instantes em que não sorria,
Antes, bem antes do amanhecer
No momento exato,
Do último ato,
Um pouco antes de morrer!

Di Vieira

sexta-feira, 11 de abril de 2014

#Bipolaridade




Faz cena!
Se tranca no quarto e não come!
Desliga o telefone.
O som no rádio é deprê.
Quem te viu,
Quem te vê!
É um dia assim, o outro não.
O que nos atrai,  
É essa bipolar situação,
Que me deixa maluco!
Que me deixa na dúvida!
Fico sem saber quem hoje você vai ser,
E pergunto:
Amor, será que vai chover?
Escuto a porta bater,
E logo um sinistro silêncio.
Odeio que exista entre nós
Essa bipolaridade sacana!
Você me ama?
Hoje, e amanhã?
Agora e depois?
Te amo, agora!
Te amo quase sempre!
Desse jeito!
Dessa forma!
Sem norma, 
Cheio de surpreendentes momentos!
Sem ressentimentos, mesmo que tudo se acabe!
E amanhã?
Amanhã quem sabe?

Di Vieira

Descompassado



Caído, descompassado
Cansado,
Solidão nos olhos,
Longe, tão longe que nem sabe o quanto!
No entanto, sabia que a viagem era longa,
Dentro dessa vida tão curta!
Curtiu o quanto pôde, 
Curtiu sempre que pôde!
Nem sempre deu!
Nem sempre pôde!
Procurou achar nos sonhos
As ilusões perdidas.
Procurou achar na maior calma,
O que sua alma procurava.
Ainda assim, e também no entanto,
Sempre lidou com a solidão, e o pranto!
Às vezes "aquele" cansaço.
Aquele "Ai quem me dera!”
Aquela ansiedade da espera,
O desprazer de recordar a dor do passado.
Mas caminhava lado a lado,

Uma pequenina esperança,
Junto as pequeninas lembranças!
Mergulhado entre lembranças e planos,
Nesses tantos anos, 
Tantos!!!
Tanta solidão!
Longe de tudo o que sempre quis.
Longe de ser completo,
Longe de ser um ser,totalmente correto,
Longe de ser,
Completamente feliz!


Di Vieira

Minh'alma


Minh'alma é aquela
Que chora e se cala,
É aquela que fala,
Sobre coisas do bem,
É aquela que tem,
Paixão dentro do peito,
Do meio lado direito,
Daquele que vem.

Minh'alma é aquela,
Que se encanta com doçuras
De gente de alma pura,
Que pede e dá perdão,
Se rasga inteira,
Se emociona,
Com gestos e maneiras,
Que tocam o coração.

Minh'alma é aquela,
Nem feia, nem bela.
Nem sempre pureza,
Nem sempre razão.
Minh'alma exposta,
Há quem goste ou não,
Mas é super do bem.
E no fundo sempre tem,
Um ponto, de interrogação!


Di Vieira

Fabiana


             


Fechei os olhos,
Me desculpei por te amar tanto.
Reli em pranto as coisas que escrevemos juntos
No tempo em que a gente só queria viver de amor.
No tempo em que a paixão nos tomava, nos movia,
Lá fora, chovia.
E havia dentro de mim, um choro silencioso.
Onde foi parar aquele viver gostoso,
Aquele cantar alegre?
Foi tudo tão breve, tão fugaz!
Fechei os olhos, 
Jurei a mim mesma não desistir jamais!
Desistir de nós estava fora de questão,
Não desistirei! 

Desistir não! 
Jamais!
Sempre haverá pra nós uma nova esperança!
Quero me jogar em seus braços, 
Em total confiança,
E balançar a criança em meu colo,
Fruto do nosso amor,
Nosso amor duplicado,
Certo ou errado, 
Nós resolveremos juntos!
Certo ou errado, 
Vamos escrevendo a história de nossas vidas!
Errado ou certo, 
Para nós, 

Haverá sempre uma saída.
Quer sorrindo ou chorando às vezes,
Mas olhos nos olhos,
Mãos entrelaçadas...
Ouvindo a batida forte,
Do nosso coração, 
De olhos fechados,observando a alma,
E ver com calma,
Onde está a razão!

Di Vieira






Cem metros com barreiras



Mais de cem metros,
Entre barreiras imensas.
Às vezes nem pensa, apenas se joga!
Quase sempre se expõe, se doa.
Às vezes, a toa se nega!
Evolui entre curvas e regras,
Adaptando se entre erros e lembranças,
Na esperança de não os repetir,
mas quase sempre repete!
A cada um dá finais diferentes.
Renova as explicações a cada entrevista, 
E é sempre mais um personagem decadente na pista!
Mais um ser imprudente que no chão se estabaca!
Mais um babaca sem amor, enrolado na bandeira da ilusão!
Pode ser besteira,
Mas como ser livre, 
Cada um vive, a sua maneira,
Querendo romper limites.
Querendo saltar barreiras.
Voando na velocidade das horas,
Criando calos entre os ponteiros dos minuto.
Numa competição onde o segundo ou primeiro lugar, 
Não importa,
Nada que não for eterno, te dará um troféu.
Mas se a emoção ficar sem foco,
E o bloco sem alegoria,
A vida será sempre vazia.
A pelada será sempre sem lama,
A paixão será sempre sem cama
A corrida sem graça,
Sem derrapada, 
A vida vivida, 
Completamente errada!


Di Vieira

Helena



Helena reinava na orla
Descia as escadas,
Deitava na areia,
Na veia, um deserto gelado,
No olhar, a sombra do pecado que campeia!
À noite, a areia, o desencanto,
À noite, a sereia e seu pranto,
À noite, o canto, o desabafo.
À noite, a melancolia,
A tristeza, a vida vazia,
Marcada por tanta carência,
Travando a cada ponto, a existência,
Encurtando a paciência e a espera.
Na alma, o gemido cortado suspira,
A noite pira, enlouquece, não descansa.
Há noite com cara de noite,
E há gente com noite na alma,
Com garras e disfarces aparentes...
Presentes, 
Na mais aparente calma!


Di Vieira