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sábado, 29 de junho de 2013

#O anexo



No salão anexo a associação Fluminense,
Rolava um som bárbaro dos the Fevers.
E lá fora, a turma chegava desfilando no carango.
Que ganhara ou "emprestara” do pai!
Caras "boa pinta," sempre na onda!
Botavam pra quebrar, davam carteirada,
Ganhavam todas as minas da parada,
As minas, se amarravam num filhinho de papai.
Cabelo na testa, roupas de bacana, donos da parada,
Um deles, investiu na mina errada,
Chave de cadeia!
A coisa ficou feia dentro do salão.
Nêgo Beto quebrou tudo, invadiu a associação,
Quando soube que Damaris, foi na onde da Odete,
E dançava de rosto colado, com um cara de topete,
Que por ela estava gamado.
Pode crer! A chapa esquentou de vez!
Apagaram a luz, muitos gritos,
Depois, um silêncio se fez!
E enfim, a claridade,
Alguém "dançou!" Alguém "deu no pé!"
Boatos em toda a cidade,
Ninguém viu nada, ninguém sabe quem é!
Só sabem que a festa tava boa à beça,
E agora todo mundo tá borocoxô,
Por causa da loucura, da desconfiança,
Por causa da suspeita, e da insensatez,
As tardes de domingo, os carangos, os baratos,
Pra um acabou de fato,
Pro outro, quem sabe, talvez!



Di Vieira




sexta-feira, 28 de junho de 2013

#Foradochão





                        Com pés fora do chão,
E asas feitas de nuvens,
Você surgiu em minha vida!
Tão querida, tão cortês!
Tocou-me com seu toque de pluma,
E me ganhou de vez!
Fez-me sentir, no paraíso dos enamorados,
E a seguir,o pior dos rejeitados!
Fugiu de mim, assim, do nada!
E em meus sonhos mais extravagantes, te procurei.
Em meus desejos mais impossíveis, te busquei,
Contudo,não te encontrei!
Morri um pouco!
Busquei-te feito um louco, mergulhado em fantasias.
Nas esquisitas ilusões de alegria, perseverei delirante.
Intrigante, a imprecisão do tempo e dos fatos.
No subversivo devaneio do querer,
Desse incorrigível, ser perturbador ,
Que conserva um amor desvairado em seu seio.
Doce pena que ameniza a dor,
Desse delírio,dessa doidice,
Desse devaneio de amor!

Di Vieira


quarta-feira, 26 de junho de 2013

#Gotas #Garotas & #Pequenos #Gigantes



Alice,
Olhou a vida de frente 
Decretou mudanças imprescindíveis, 
Ao menos em sua história.
Colou cartazes, olhou a rua,
Viu tanta gente entre as fogueiras acesas!
Quantas questões expostas na mesa!
Quanta nuvem de fumaça, quanta rigidez nas etiquetas.
Eu anárquica, as leis, não cumpridas,
Vida, vida, vida!
Não quero do jeito que for!
Não a quero mal arrumada, cheia de desmandos e descasos,
Onde os suicidas da razão, fundamentam regras absurdas!
Agora já se alargam os pingos da chuva!
As gotas pequenas, transbordam os rios!
Gotas garotas, Pequenos gigantes,
Adolescentes, quase uns pingos de gente!
São sementes colorindo a terra, pintando a cara.
Desejando ser feliz,mais uma vez, hoje!
Querendo solução, e dessa vez, agora!
Olhando em frente,determinados,
Compondo a saga da sua vida,
Bancando a sua história,
Guardando emoções, e sentimentos,
Guardando ferimentos de guerra.
É esse o momento,e brilhantemente se impõe,
Cravando um pendão invisível na alma.
Quando a vida ficar mais calma,
Os filhos teus, que não fugiram a luta, 
Não esconderão seus sonhos,Não esconderão sua cara,
Sob o sol da liberdade, relembrarão cada momento,
Entre os raios fúlgidos das mentes brilhantes,
Resplandecerá no amanhã de pessoas comuns,
Um grande orgulho!
Orgulho da grandiosidade das lutas, 
Das lágrimas rolada em solo impuro,
Da alegria dessa gente confiante,
Em melhores dias, ainda hoje,
 E maior progresso,no futuro! 


Di Vieira

terça-feira, 25 de junho de 2013

#Salto agulha



Tirou-me o ar!
Impediu que a alegria me fizesse companhia.
Levou-me a loucura, da forma mais dura que se pode pensar.
Rasgou minha camisa e meus sonhos.
Raspou minha cabeça, arranhou o meu orgulho
Apagou minha luz, minha habilidade, minha afeição
Despediu com sutileza os meus carinhos,
Despachou sem selos, minhas súplicas apaixonadas,
Caminhou de salto agulha,
Sobre meu coração sangrando de dor,
Ah o amor!
Amor que se perde da gente,
E não se encontra do outro lado,
Tão bonito escrito, tão nobre cantado,
Comovente, se a gente ama e é amado!
Mas tão inseguro, tão vacilante, tão Teatral
Tão cruelmente triste, tão miseravelmente só.
Tão sem alegria!
Quando sem companhia,
Sem sonhos, sem saber o que pensar,
Fica olhando a cobertura da concha escura,
Onde deliberadamente se esconde,
No fundo do mundo, 
Bem lá no fundo, do mar! 

Di Vieira


segunda-feira, 17 de junho de 2013

#Amizade




 
   A amizade é altruísta, 
É leal, é fiel,
É conhecimento mutuo, afeição.
É proteger, e precisar de proteção,
É mesmo não sendo melhores pessoas,
São pessoas que se amam,
E se conhecem tão bem!
São melhores que irmão,
Sabendo, que laço de sangue, não tem!

Amizade é confidencia, é confiança,
É aceitar o outro, como ele é,
É amar por tanto tempo,
Por tanto tempo, ser amigo de fé!
E no momento de angústia, essa união,
Percebe ao seu lado, um verdadeiro irmão.

Amizade é querer, é desejar,
Que o outro tenha da vida, sempre o melhor,
É não sufocar, é ter empatia,
É sentir alegria ao ver o amigo prosperar,
É ter respeito, é ter cuidado,
É amar, e saber que é amado,
Por tudo o que é, não pelo que tem,
Amigo suporta, espera,
Perdoa ,e sempre crê.
Amigo é ser assim,
Tão eu, tão, você!

Di Vieira


#ASuspeita





                              
 
Ter você ao meu lado,
É navegar por mares desconhecidos,
É ouvir zumbidos, ter ouvidos aguçados
É temer ao ponto de enlouquecer,
É ouvir um até logo,
E atinar ser um adeus,
É ver de soslaio, um olhar,
Um sorriso gracioso,
E suspeitar!
É não ter certeza de nada,
E de tudo desconfiar!

Ter você ao meu lado,
É ser observado, rotulado,
E ignorar o porquê disso tudo,
E quase agradecer,
Ou dizer que não mereço.
É ficar me perguntando qual o preço,
Que um dia terei que pagar.
Mas espaireço olhando a delicadeza e a finura,
De tal criatura,
Que sou culpado por cativar.

Todavia, entretanto, porém,
Há noites em que o dormir não vem!
Desaparecem,como por encanto,
Você e o sono,
E eu, não consigo me tranquilizar!
Como pôde sair sem me avisar,
Se expor ao perigo, e me deixar?
Acalmo-me ao ouvir os seus passos,
Nem respiro, quando você se ajeita,
Entre a maciez das cobertas,
E faz-me esquecer das suspeitas.

Com os olhos abertos, eu e minhas vontades,
Carecemos do perfume do teu colo,
Sabemos da falta que você faz!
Nem tento afastar a mão macia que me amima,
Ou o corpo delicado, que me faz conter de vez.
O grito da rima guardada no forno,
E o contorno no ponto de interrogação,
Que guarda entre pernas,eternas desconfianças,
De suspeita, e traição.


Di Vieira





sábado, 15 de junho de 2013

#Idade dos sonhos


Lá fora o tempo chora,
Chora em frente à janela,
Chora no frescor da primavera
No viço da idade,
Na idade dos sonhos.
Pranto em tempo de sorriso,
Gotas de lágrimas,no frescor da juventude

Inda nem renunciara a garotice.
E já namorou o perigo!
Saltou algumas barreiras,
Encurtou os abismos entre as fronteiras,
Sabotou a ordem das coisas
Namorou ousadamente as sandices,
Teceu com fios virgens,grandes burrices!


Lançou precipitadamente,
A semente fértil,em um solo quente!
Lá fora o tempo chora!
Repousam as aflitas gotas na janela,
Ela e os pingos ansiosos de chuva.
Olham as finas luvas meio sem graça,
Enquanto bocas agoniadamente atormentadas,
Divulgando bisbilhotices na praça.

E agora?
Chora a tolice, a inconsequência!
Chora o delírio,o encantamento!
Chora o sol, chora o vento, seus momentos de glória
Chora a lua na crescente,
Esperando apesar de imprudente,
O desabrochar da semente, em sua flor,
No canteiro matriz onde repousa feliz,
Uma pequena história de amor!

Di Vieira