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Postagens

Reflexão

Gritam por paz e fazem guerra nas ruas,
E eu, clamo por Paz interior!
Quero por favor um pouco de silêncio,
Um tempo só pras minhas questões pessoais,
Quero mais!
Quero um tempo pra reflexão, pra renovar a alma!
Pra mergulhar em minha calma e dar vida aos meus sonhos,
Mergulhar em minhas tempestades de ideias,
Acordar um personagem e salvar o mundo perdido de Maria Inês!
Sentar na calçada pra falar banalidades.
Romper com a saudade de vez!
Gritar pelas ruas, em cada esquina,
Que a Paz menina, se fez!Di Vieira
Postagens recentes

O amor

O amor  É como o sol, Agradável ao nascer, Ardente ao entardecer, E ao se perder no horizonte Não perde o calor.
O amor,  É lua, é estrela,  É um céu infinito,  O amor é bonito em qualquer idade O amor é saudade, é paixão É o ar que respiro, é minha oração

O amor, É misterioso,  Assim como o mar,  Quente como o sol no verão Gostoso como a areia da praia É felicidade, o amor é tu minha paixão!

Di Vieira

O anel

Curvou os joelhos em terra, Após passos indecisos. Tivera uma vida atormentada! Tinha a alma angustiada! Estava à beira do abismo! Ecos, gritos adormecidos explodiam! Soluços abafados brotavam na garganta. Queria ter tido vida santa,  Vestes sem mácula. Queria ter ficado em casa junto aos pais. Mas o passarinho criou asas, Rasgou o céu na negrura da noite, Penetrou por própria vontade, Na gaiola do mal. Vendaval, chuva forte, Corte nos pés, dor na alma, Seiva da vida indo embora! E agora? Afundado nas cinzas, encobre o rosto, Rasga as vestes, esmurra o peito, E apesar de não ter direito, Pede misericórdia, piedade, E obteve! Sem vaidade, sem arrogância. De joelhos no chão batido, Envergonhado, arrependido. Sente a mão suave, erguer-lhe a carcaça, Ajudar-lhe nos primeiros passos, Dar-lhe segurança e um novo começo! As conexões inseguras ficaram no passado! Na volta, perdão, E um futuro limpo de fato! Sem condenações, sem reprovações. O anel no dedo, É um elo desse amor imenso! Amor ofertado, Amor sagrado! É luz, que il…

Criança tem mola,

Criança tem mola, Joga bola, pula-pula Com bambolê na cintura, Não descansa!
Criança tem mola! Criança rebola, Joga na folia do pique cola, Com papelão escorrega a ladeira, Criança com saúde não tem preguiça, Criança com saúde, quer brincadeira!
Criança tem mola! Pula carniça, passa anel, Na amarelinha, põe caquinho no céu. Cata pedrinha, figurinha no bafo, Criança tem mola, não tem preguiça, Não tem cansaço!
Bota na berlinda, pera ou maçã, Criança tem mola, Dança, sonha, pula e rola, No café da manhã, Ou na escola, Criança tem mola!
Criança rebola, saracoteia, É combustível bom,  Correndo na veia É alegria que encanta, incendeia!
Criança, joga bola, Criança, rebola, Criança, é mola. Criança?  Não anda, salta! Criança, manda! Criança? Faz falta!


Di Vieira

Pés de lata, asas de algodão.

Todos pensavam: 
Pequena tolinha Coitada, coitadinha, Sem palavra, sem ação. Todos! Exceto eu! Eu não!
Tinha um jeitinho tão doce, Como um pedido de proteção, Parecia só dizer sim, E nem saber dizer não! Todos pensavam assim, exceto eu! Eu não!
Descobri assim de repente, Um olhar bem diferente Do que costumava ser, Uma olhada camuflada, Como quem não quer nada, Teimava em aparecer!
Seu anseio contrariava? Emperrava teimosamente, Sem dó, 
Obstinadamente! Anjinho com pés de lata, Asinhas de algodão, Todos lhe viam quase inútil, Menos eu, eu não!

Di Vieira

Horário de verão

Chega com a chuva, O horário de verão, Chega de avião, E dá de cara com a Polêmica, A cínica arte cênica do novo mundo, Ostenta economia, contenção de despesa, Mas o que sei com certeza, E que desfalca do meu dia alguns segundos. Lixo as unhas e penso... Amanhã às quinze horas e vinte minutos, (Que na verdade serão quatorze e vinte,) Já estarei de volta! Mas hoje, quando conseguir dormir,  Sonharei com o dia seguinte! Ao acordar, vou checar meus sentidos, E os vidros dos florais. Depois, verei a luz surgir aos poucos,  em meio às cortinas do quarto. Despertarei sonolenta, Procurarei os chinelos debaixo da cama, E acharei confusa, a minha pobre cabecinha no chão! Peço a Deus que meu corpo logo acostume Com esse arbitrário horário de verão!

Di Vieira

FUNDAMENTO

Tá construindo? Subindo, descendo, De um lado pro outro, Pra frente e pra trás, Caindo, levantando, Fazendo, desfazendo, Aumentando, inventando! Ciclando a vida, O tempo passando. Estrutura cansada, caída? Que nada! Nunca é tarde demais! Experimenta! Dez, quinze, quarenta, Cinquenta, sessenta, setenta... Construindo, renovando, Arquitetando sonhos maiores que você, Alçando voos num céu de um azul Que quase ninguém viu, Quase ninguém pôde ver. São raros os que irão sentir, São poucos os que irão perceber, Abençoados são os que podem presumir, Preciosos são, os que ainda conseguem crer!

Di Vieira