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terça-feira, 28 de maio de 2013

#Sem nenhum #motivo #aparente!




Nada pedia!
Nada além de alguns minutos,
Queria sentar, conversar,
Falar dos seus sonhos,
Ter uns segundos de prosa.
Mas ninguém lhe ouvia!
Mochila nas costas,
Saiu ver a vida,
Nenhum mortal se interessou
Ninguém que lhe ame, por perto.
Seus altos e baixos, sua vida,
Os calos na estrada, os becos sem saída
Não via seus tropeços como burrada,
Não usava como escada seu recado certo,
A vida lhe ensinou a não andar de peito aberto
Pagou um grande preço como sonhador.
Resistiu, escapou quase sem estrago.
Na escória, nos destroços, narrou sua história.
Nunca teve o seu quinhão, seu momento de glória
Mas para o amigo, mais amigo que se pode ter,
Mandou recado de respeito e consideração,
Pela energia no momento de suplício e dor,
Em que o mundo desumano, foi seu professor.
Só queria viver, viver sem pedir nada,
Queria colher estrela, mas era só pipa voada!
Um louco, um peregrino, uma ovelha desgarrada.
Um estranho nesse ninho, fragmentado socialmente,
Onde por qualquer tostão, gente mata gente!
Um invisível sonhador dormindo na calçada,
Foi morto a paulada, nessa madrugada
Na mochila seu nome, sem antecedente,
Sem sonhos, morte sem causa,
Sem nenhum motivo aparente !


Di Vieira



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