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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

#Infinita



Cheiro de vinho novo, 
De nascença, gente do povo.
 Macerada na dor,
 Feliz, infeliz, embriagada, 
Mergulhada no perfume, 
 Da poção do amor. 
Amada! 
Amou como quem ama a faísca, 
Que se apega e se apaga no ar 
Quer um amor, mesmo fora do alcance, 
Que dance!
Que curta um romance mesmo fora de hora! 
Não que isso seja importante agora! 
O ideal, e ter um amor que deixe o passado, 
Siga em frente, pra descobrir enfim, 
 Que a felicidade não é pra sempre! 
E descobrir-se fruto inteiro, 
Mergulhar no cheiro, da pimenta ardida. 
Conhecer-se totalmente desimpedida, quando chegar a despedida. 
Perturbadoramente afortunada, por ter sido amada,
Inebriada pela vida! 
E só por hoje,só por agora! 
Mergulhar na finita felicidade! 
Ver em tudo um indício dos novos tempos, 
Tempos inteiros, que durarão momentos, 
Mas que não haja desperdício, não haja obstáculo. 
Estar sozinho, não é uma condição, 
Que não falte pão, 
Que não sejam solitários no caminho, 
Que sejam vinho,
Em uma suave fermentação! 

Di Vieira


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