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#Bipolaridade

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Faz cena! Se tranca no quarto e não come! Desliga o telefone. O som no rádio é deprê. Quem te viu, Quem te vê! É um dia assim, o outro não. O que nos atrai,   É essa bipolar situação, Que me deixa maluco! Que me deixa na dúvida! Fico sem saber quem hoje você vai ser, E pergunto: Amor, será que vai chover? Escuto a porta bater, E logo um sinistro silêncio. Odeio que exista entre nós Essa bipolaridade sacana! Você me ama? Hoje, e amanhã? Agora e depois? Te amo, agora! Te amo quase sempre! Desse jeito! Dessa forma! Sem norma,  Cheio de surpreendentes momentos! Sem ressentimentos, mesmo que tudo se acabe! E amanhã? Amanhã quem sabe? Di Vieira

Descompassado

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Caído, descompassado Cansado, Solidão nos olhos, Longe, tão longe que nem sabe o quanto! No entanto, sabia que a viagem era longa, Dentro dessa vida tão curta! Curtiu o quanto pôde,  Curtiu sempre que pôde! Nem sempre deu! Nem sempre pôde! Procurou achar nos sonhos As ilusões perdidas. Procurou achar na maior calma, O que sua alma procurava. Ainda assim, e também no entanto, Sempre lidou com a solidão, e o pranto! Às vezes "aquele" cansaço. Aquele "Ai quem me dera!” Aquela ansiedade da espera, O desprazer de recordar a dor do passado. Mas caminhava lado a lado, Uma pequenina esperança, Junto as pequeninas lembranças! Mergulhado entre lembranças e planos, Nesses tantos anos,  Tantos!!! Tanta solidão! Longe de tudo o que sempre quis. Longe de ser completo, Longe de ser um ser,totalmente correto, Longe de ser, Completamente feliz! Di Vieira

Minh'alma

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Minh'alma é aquela Que chora e se cala, É aquela que fala, Sobre coisas do bem, É aquela que tem, Paixão dentro do peito, Do meio lado direito, Daquele que vem. Minh'alma é aquela, Que se encanta com doçuras De gente de alma pura, Que pede e dá perdão, Se rasga inteira, Se emociona, Com gestos e maneiras, Que tocam o coração. Minh'alma é aquela, Nem feia, nem bela. Nem sempre pureza, Nem sempre razão. Minh'alma exposta, Há quem goste ou não, Mas é super do bem. E no fundo sempre tem, Um ponto, de interrogação! Di Vieira

Fabiana

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              Fechei os olhos, Me desculpei por te amar tanto. Reli em pranto as coisas que escrevemos juntos No tempo em que a gente só queria viver de amor. No tempo em que a paixão nos tomava, nos movia, Lá fora, chovia. E havia dentro de mim, um choro silencioso. Onde foi parar aquele viver gostoso, Aquele cantar alegre? Foi tudo tão breve, tão fugaz! Fechei os olhos,  Jurei a mim mesma não desistir jamais! Desistir de nós estava fora de questão, Não desistirei!  Desistir não!  Jamais! Sempre haverá pra nós uma nova esperança! Quero me jogar em seus braços,  Em total confiança, E balançar a criança em meu colo, Fruto do nosso amor, Nosso amor duplicado, Certo ou errado,  Nós resolveremos juntos! Certo ou errado,  Vamos escrevendo a história de nossas vidas! Errado ou certo,  Para nós,  Haverá sempre uma saída. Quer sorrindo ou chorando às vezes, Mas olhos nos olho...

Cem metros com barreiras

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Mais de cem metros, Entre barreiras imensas. Às vezes nem pensa, apenas se joga! Quase sempre se expõe, se doa. Às vezes, a toa se nega! Evolui entre curvas e regras, Adaptando se entre erros e lembranças, Na esperança de não os repetir, mas quase sempre repete! A cada um dá finais diferentes. Renova as explicações a cada entrevista,  E é sempre mais um personagem decadente na pista! Mais um ser imprudente que no chão se estabaca! Mais um babaca sem amor, enrolado na bandeira da ilusão! Pode ser besteira, Mas como ser livre,  Cada um vive, a sua maneira, Querendo romper limites. Querendo saltar barreiras. Voando na velocidade das horas, Criando calos entre os ponteiros dos minuto. Numa competição onde o segundo ou primeiro lugar,  Não importa, Nada que não for eterno, te dará um troféu. Mas se a emoção ficar sem foco, E o b loco sem alegoria, A vida será sempre vazia. A pelada s...

Helena

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Helena reinava na orla Descia as escadas, Deitava na areia, Na veia, um deserto gelado, No olhar, a sombra do pecado que campeia! À noite, a areia, o desencanto, À noite, a sereia e seu pranto, À noite, o canto, o desabafo. À noite, a melancolia, A tristeza, a vida vazia, Marcada por tanta carência, Travando a cada ponto, a existência, Encurtando a paciência e a espera. Na alma, o gemido cortado suspira, A noite pira, enlouquece, não descansa. Há noite com cara de noite, E há gente com noite na alma, Com garras e disfarces aparentes... Presentes,  Na mais aparente calma! Di Vieira

Tramas,prédios, e tédio!

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Te amo ! Entre as tramas dos prédios Entre as ruas, as praças, Entre as graças das damas, em seus tédios. Pronto! De certo ponto, A gente se ama! Amo o gelo do teu frio silêncio, Sua quase falta de humor, O calor da sua amizade! Agora, já é muito tarde! Tarde demais para recuar! Somos pedaços de um só tempo, Unha, carne e esmalte. E mesmo que palavra me falte, Direi que sou tua,  Ao menos um pedaço! Falarei, que de ti faço parte, Na arte de viver em teu solo, em teu seio. Alcanço o teu manso viver,  E é quase sem receio, Que olho de frente, essa gente. Afinal, essa gente, É um pouco minha gente! Cada olhar desconfiado a princípio, Cada tática, cada prevenção, Cada reação, ação, vibração, Agora, somos irmãs em perfeita união! Essa comunhão, que veio depois, Faz parte de nós, Assim como os pássaros, e os pinheirais, Curitiba velha amiga, amo você, Amo você demais!!! Di Vieira