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segunda-feira, 29 de abril de 2013

# MARESIA




Já faz tempo!
E o tempo não espera!
Apesar dos pesares, apesar do tempo,
Apego-me a um raio de esperança.
E te espero na areia cinza clara do cais,
Ali onde os barcos ancoram lado a lado,
Onde parcas flores insistem em fincar raízes,
Onde mãos se abraçam felizes pelo encontro,
E ondas delicadamente morrem.
As espumas evaporam, definham, se desfazem,
Ali, bem ali, Junto aos meus pés, 
E eu comovida, 
Como noiva prometida, 
Uma entre as dez, 
Ainda te espero!

Cai à noite e eu acredito,
Num sonho bom, livre do mal.
Da janela vejo o mar bonito,
E a lua feito bola de cristal,
Que deixa nas águas o seu reflexo.
Em meu peito dói à saudade de você!
Quero te ver, sentir teu cheiro,
Passear de mãos dadas, 
Pela cidade do meu interior,
Sentindo a maresia.
Mergulhar na alegria,
Do pássaro cantador!
Sinto sua falta!
Sinto tanta falta do seu amor!

Noite e a praia vazia, 
Eu à espera!
Um dia, uma noite, uma luz,
Um vulto ao longe chegando de manso,
Sussurrando suavemente meu nome!
Eis que volta o meu amado!
Eis a recompensa de minha espera!
Mergulho nesse sonho!
No doce desejo!
Te vejo e amanheço mergulhada na esperança.
Essa aliança é para sempre!
Então, te esperarei enquanto houver peixes nos mares,
Esperar-te ei todos os dias, acreditando sempre!
Te esperarei contudo, e apesar de tudo, 
Apesar do tempo, 
Apesar dos pesares!



Di Vieira



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