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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Borboleta azul.



Sou eu,
Borboleta azul,
Entre as folhas verdes das matas,
Entre grandes galhos e pequenos espinhos,
Seres em bando ou sozinhos,
Abraçando os raios de sol!

Sou eu,
Crisálida adormecida,
Nos galhos das árvores encantadas
De mãos atadas, na letargia da vida,
Peçonhas, perfumes, beleza em cores
Diamante em lençóis de seda!

Sou eu,
Esvoaçante pelos boqueirões dos rios,
Pelas soleiras das portas,
Por hortas, canteiros, e nascentes,
Revoando gotas semicoloridas,
E gotas orvalhadas, semitransparentes.

Sou eu descalça pela relva,
Pisando nas pontas dos dedos,
Eu e meus segredos furta-cores,
Amores furtando a leveza peregrina,
Migrando entre a beleza feminina e o amor,
Da borboleta delicada, e a flor

Di Vieira

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