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PRECISO!

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Há tantas coisas que não sei! De tantas nem preciso! De juízo para amar, De conceito pra sonhar. De nome pra ser feliz! Necessito de sonhos! Sonhos bons, grandes e pequenos, Sonhos amenos, suaves! Sonhos cor de rosa, Sonhos azuis com argolas douradas. Careço de um arco íris de cores! De sete tipos de amores, Das sete notas musicais, Onde o fascinante milagre da vida, Torna os sonhos reais! Preciso de você, que não me vê, E que não vejo. Preciso de um desejo bom, De desenhar na ternura dos sonhos,  A beleza da verdade. Preciso sonhar com ondas delicadas  Embriagadas, de felicidade! Di Vieira

DOCE DULCE

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Encostei minha cabeça em teu colo, Senti o toque de tuas mãos, E ficamos assim! Dois em silêncio! Agora a felicidade é chamada sossego! Mas tempos bons em que o seu chamego, Arrepiava-me a pele! Dulce, menina que voa no espaço. Orbitando entre frases e palavras soltas, Flutuando nos sorrisos breves, Descobrindo o sentido das dores. Prelúdio dos amores atrevidos, Expostos nas letras que imaginas, Nas lendas que contas. Feliz sou eu que tive você,  Um mundo em meus braços! Respirei teu sopro, senti a força da tua paixão. Como eu te amei!  Amei-te e te amarei ainda quando for! Se ficares amor meu, não chores tanto! Não deixe o pranto apagar o que foi bom. Jamais ficaras sozinha, nunca ficaremos! Somos dois e uma linda história de amor! Sem esmeros, mas cheia de ternura e encanto. Portanto, fique firme! Não há distância que nos separe, Nunca haverá separação minha querida! É só um tempo, um longo tempo, Longe de você,...

O TREM AZUL

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Que emoção! Ele abriu o portão da casa, Entrou cerimonioso como um frade, Conferindo serem de verdade as paredes amarelas, Imaginou tudo assim;  As paredes amarelas, as janelas brancas, Imaginou tanto Tanto, que agora lhe parecia encanto e real. Solicitaram sua presença, pediram que viesse, E num processo relâmpago estava ali. Nem sequer refletiu se haveria perigo Nem ao menos esperou se refazer do susto! Embarcou no trem azul que o levaria aos sonhos, O trem azul da longa estrada de ferro, Por entre a saudade, por entre as flores, pela mata verde, Fora  vitimado por grandes conspirações que lhe marcaram a alma, Pelos atentados frequentes da mente ansiosa! O julgamento, o tempo, As estradas tortuosas desse imenso país Que um dia, Tiraram-lhe o direito de viver,  O direito de ser feliz! Di Vieira

ALFAZEMA

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Saquinhos de alfazema, Letras bordadas no travesseiro branco, Eu e você! A luz do abajur, Quem diria!  Eu e você, pessoa mais bela desse mundo! Um encontro, e pronto! Eu e você, juntos! Tudo nos foi propício desde o início, Nesses centímetros quadrados de felicidade. Sem reticências pra ser feliz naquele momento! Os pensamentos estavam ausentes. Desligados! No ar, o cheiro de alfazema, Naquele jardim diferente. Barulho de pérolas falsas no ladrilho, E essa noite cheia de brilho, não tem data! Nesse dia de relâmpagos, não temos medo! Agora adormeceremos em paz, eu, você e o nosso segredo Nesse grandioso pequeno jardim. Mergulhados na trilha sonora de um belo fim! Di Vieira

A LUA DE FREDERICA

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Por favor, encontrem Frederica! Jovem menina rica, adolescente, Rebelde sem causa! É o que diria sua mãe! Encontrem por favor a doce e frágil Frederica! A tarefa talvez não seja das mais difíceis, Pois sem querer ou não, Deixou Frederica as roupas que usava, No frio piso do salão! Saiu, (dizem!) de cabeça erguida, Os longos cabelos sobre o busto frágil. Passos lentos caminhou até a porta, E se perdeu no escuro da rua. Nua!!! Frederica, o frio da noite, o açoite do vento. Dizem! Totalmente sem juízo! Pés descalços, o gelado piso. Dizem que Frederica, “ a estranha ” foi morar na lua, Aquela lua, que deixa o brilho descansar no mar! Sei lá!  Dizem apenas, que ela se foi, E não vai mais querer voltar! Di Vieira

MANEQUIM

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Namorei você com uma paixão inocente, Pela vitrine embaçada pelos pingos da chuva. Inspirei-me nos amores platônicos dos tímidos, Naqueles amores que jamais morrerão Já que tecnicamente nunca existiram! Beijei sua boca, seus lábios que não se moviam. Vislumbrei-os através do maciço e frio vidro, e os beijei! Duvido muito que hajam outros amores assim! Namorei seus olhos fixos em mim. Seu corpo bem trajado a cada dia, E logo vem alguém disposto a tirar minha singela alegria, A dizer que você é só um manequim!!! Diga-me senhor passante, O que te importa? Se eu quiser ficar sonhando aqui parado, Ou encarar a realidade por detrás daquela porta, No que é que isso a ti importa?  Di Vieira

ATÉ QUANDO?

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Organizo meus sonhos Dispensando os pensamentos que me dizem: É tarde! Meus olhos em frente à rua de um mundo, Que me diz serem fundamentais as coisas estranhas. Os padrões! Rechaço as linhas retas industriais e me sinto livre. Mas até quando? Quanto de mim suportará pressões impalpáveis? Quanto de mim será vencido por convenções arbitrárias? Pactos, moldes! Minha luta indescoberta, minha calma inexistente, Vida de livre pensar, rústica e indomável como o alto mar. Numa aventura completa, Incluirei em minha bagagem avessa, defendida a ferros, Acalentada nos braços dos sonhos que não se perdem, Minhas ilusões que não foram consumidas, Nos desmandos de um mundo adestrado por poucos, Onde loucos versados em balelas Debatem a diversidade de longe, Por detrás de suas janelas. Di Vieira