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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sophia



Deita em meu peito,
Com tudo o que tem!
Suor, raiva, culpa, desejo,
Seu beijo, com lábios entreabertos,
E esse jeito estranho de amar!
Deita em meu peito,
E me encontre no pequeno espaço,
Em que esquecemos sobrenomes.
Teu nome?
Sophia!
Amor sem cobrança.
A que deita em meu peito,
E dorme, feito criança inocente,
Sábia lua de papel!
Lua de mel dos primeiros encantos,
Lua dos cantos suaves,
Do olhar cinza escuro.
Vem, deita em meu peito,
Com tudo o que tem!
Pernas, passos , solidão,
Abra o seu coração,
Pule o muro do medo,
Apague da memória o que o medo tem,
E o nosso segredo,
Não fale,
Não diga nada a ninguém!


Di Vieira

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