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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Minha flor!


Ela, e só ela,
Vivia espalhando perfume,
Ouvindo desabafos,
Entristecia-se!
Amuava!
E como se fosse flor,
Murchava!
Mas aos primeiros raios do sol,
Vibrava de alegria,
Ensinava!
Tremulando a luz do dia,
Cantava!
Restaurando as pétalas despedaçadas,
Desatando os nós que atormentava.
Deus do céu,
Como eu a amava!
Ouvia, enxergava além,
Serenava o pranto como ninguém!
Enxaguava a dor, em água de cheiro.
Primeiro bálsamo,
Depois, o conforto.
 Como flor,
Enfeitava primaveras
Perfumava velhas cicatrizes!
Deus, éramos tão felizes!
Eu, e o perfume,
Que me cativou a vida inteira!
Queria que ficasse mais um pouco!
Louco!
Rebelde pássaro louco!
Queria voar, sem deixar o ninho,
Queria ousar, mas não ir sozinho,
Queria ir a lua, Vênus, Plutão,
Amando a terra, o canteiro,
Sentindo o teu cheiro,
Segurando tua mão!


Di Vieira

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