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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

#Sanguessuga


Sanguinário, sanguessuga,
Suga o sangue, e se embriaga,
E embriagado finge,
E como um bom fingidor, sofre!
E sofrendo, suga o sangue da burra.
E ela finge que não vê,
E às vezes, não vê,
Às vezes, finge!
E o sanguinário, atinge o ponto!
E como não é tonto, atinge logo a jugular!
Com crueldade animal,
É cauteloso no golpe fatal!
E segue a saga burlesca,
Da burra, e do fingidor burlão.
Nessa reta final,
Já sem sentimento, sem coração!
O fingidor apaixonado, safado,
De dentes a postos, ensanguentados,
Como um cão vadio,
Seca a burra no cio, até o final.
Suga, até ao fastio!
E segue, contando com a sorte!
O sanguessuga, se embriaga e se empanturra,
Deixa à deriva, a burra, a tonta, a sedentária,
Para seguir, sua saga vulgar,
Vulgarmente, ordinária!


Di Vieira
                          

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