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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

NÃO SAIA DE CASA!




Se eu fosse você, não sairia de casa!
Ainda não é tempo!
E o tempo, só o tempo dirá!
Os ventos contrários,
O sereno da madrugada,
Pássaros noturnos que voam sem ninho,
Ao te saber sozinho, te abrirão os braços.
Mas ao te verem entregue,
Depois de bancarem o amigo
Te deixarão em perigo, te tirarão o sono.
E na sua insegurança, no seu abandono,
Ditarão regras, sequestrarão seus sonhos,
Sentiras saudades da liberdade que conhecias,
Mas não sabias que de fato, aquele afeto não te prendia,
E as garras dessa cilada te rasgarão a alma,
Zumbirás as dores cantando em lágrimas,
Todos os amores maternais que ao mundo encanta.
Tantas vezes te falei! Tantas!
Que a flor não desabrocha se não for tempo,
Não bate as asas a borboleta sem estar pronta no casulo,
Não se fazem versos sem nascerem na mente primeiro as palavras.
Que caminhos seguros são traçados por metas,
Ah se eu fosse você esperava a hora certa!
Deixava a porta aberta e batia as asas quando fosse dia.
Voaria num céu aberto com poucas nuvens,
Construiria um novo ninho, acompanhado ou sozinho,
Viveria feliz  numa pequena casa ou mansão
Voaria entre as estrelas,
Sonhando, mas com os pés bem firmes no chão!
Se eu fosse você, não sairia de casa,
Mas se achas que já tens prontas as asas,
Que te basta o pouco que viveu,
Vá ver o que o mundo te dá, 
Solte-se no espaço,
Mas quando quiser volte pros meus braços,
Volte pra esse colo que sempre será seu!

Di Vieira




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