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sábado, 3 de maio de 2014

O BANHEIRO


Não é um cômodo,
É um refúgio!
Não é um aposento,
É camarim!
Ali, o ser imperfeito se olha no espelho.
Organiza a mente, se dá conselho,
Chora as mágoas, se lava inteiro.
Canta,
Debaixo do chuveiro!

Ah o banheiro!
Terra de ninguém!
Refúgio de todos!
Camarote de estrelas no ensaio do dia,
Explosões de carícias, choros, alegrias,
Onde o solitário pranteia,
Lamentando sua dor,
 Enquanto se penteia!

Ali, somos o que somos,
Sem diferença!
Massas iguais, coliformes fecais,
Porcelana ou cimento,
O natural sempre acontece,
Mas saindo esquecemos do que somos,
Somos mais bonitos, mais cheirosos,
Mais corajosos, menos chorosos.
E por sorte,
Somos mais fortes, mais competentes,
Mais atraentes,
Porque afinal, 
Somos gente!


Di Vieira

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