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sábado, 3 de maio de 2014

APRENDI A DESAPRENDER


Aprendi a desaprender,
A me modificar,
A me refazer,
A desconfiar do saber.
A bisbilhotar toda informação,
Que por alguma razão,
Chegar ao meu conhecer.

Aprendi a deixar de lado
Fantasmas pasmados,
Que arrastam correntes,
Algemas de dor, 
E do pecado.
Não ouvem e nem veem,
A liberdade chamando,
Não ficam, e nem saem,
Apesar de ver tudo desabando.

Aprendi que falar pouco,
É a maior lição,
Um é prata,o outro é ouro,
E nesse pequeno tesouro,
O silêncio vale mais!
Controla o mundo inteiro,
Quem se controlar for capaz!

Trago pouco na bagagem,
Mas tudo de serventia,
Coisas que me lembrem quem sou,
Coisas que me dão alegria.
Muito de um ser apaixonado,
Uma gota de sabedoria,
Uma pitada da moleca engraçada,
E uma montanha de alegria.

Trago os amigos, no peito,
E a saudade dos que se foram,
Transformo os sonhos,
Reformo os planos, 
Mudo os ideais
Reciclo tudo!
Mas uma coisa não mudo,
De você, 
Não esquecerei jamais!


Di Vieira

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