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quinta-feira, 29 de maio de 2014

#Assédiomoral




Li em um arquivo que a humilhação surge de um desejo do ser “humano” se sentir superior, rebaixando outros indivíduos. E que dentre as formas de humilhação, estão à humilhação social, o bullying, o assédio moral, e tantas outras formas mesquinhas do “ser humano” se autoafirmar tendo uma sensação de superioridade.
Para mim, a humilhação é a forma mais covarde e desumana de demonstrar o quanto é pequeno e infeliz quem para saciar sua mesquinhez, tem que ferir e humilhar alguém.
Essa semana assistimos com enorme desprazer, uma situação dessas, e muito indignada, porem sem poder tomar uma atitude naquele momento, resolvi deixar aqui o meu protesto, a minha indignação e solidariedade a uma pessoa que apesar de sua deficiência visual, tem uma história nessa empresa de lutas e direi até de sacrifícios, tudo pela necessidade de dar o sustento aos seus três filhos, que dependem exclusivamente dela.
Gente, falo eu de uma trabalhadora que tem hora pra entrar e não tem hora para almoçar ou sair , falo eu de uma trabalhadora que como já disse, apesar de sua deficiência visual faz o seu trabalho como poucos, falo eu, de uma pessoa querida por quase todos que a conhecem, falo quase todos, porque de todos seria impossível já que somos “gente normal” e certamente com algumas falhas.
Não ouso julgar as regras da empresa quanto à dita empregada estar com um copo de café nas mãos durante o horário de trabalho, e nem de ser chamada a atenção pelo seu subgerente, mas ouso me indignar pela forma do ato diante de todos, sem nenhuma civilidade.
Ouso me indignar até por saber que essa funcionária deixa de lado sua hora de almoço, sua hora de voltar para casa para ver como estão seus filhos, para dar conta da produção e organização de um setor da empresa, sem que a empresa apesar disso, lhe dê ao menos tempo de se explicar particularmente pelo ato, certo ou errado que aos olhos do subgerente fizera!
Não digo no momento o nome da empresa, nem do seu subgerente, pois espero que ainda revejam esse ato e se redimam respeitando verdadeiramente seus empregados como é dever de todos, mas terei coragem de aqui colocar os nomes, se presenciar no futuro, mais um ato infame desses!
Imaginem a angústia dessa funcionária ao acordar às quatro da manhã do dia seguinte, e saber que apesar de tudo terá que enfrentar mais um dia de trabalho ao lado do prepotente opressor que diante de muitos dos funcionários, a fez pagar por um copo de café na empresa que trabalha, café esse que pagaria no final do dia ou não, não sei,  café esse que ele mesmo, o prepotente subgerente,  toma todas as horas que precisa, sem que ninguém o obrigue a pagar, nem tão pouco o humilhe.
Todos que a isso assistiu, a aconselharam a tomar uma providência, já que ficou constatado assédio moral, e com várias testemunhas, mas ela desistiu. Está tão magoada que queria sair da empresa e os “grandes” disseram,”Saia!” mas ela ainda está lá, como disse, não quer jogar dez anos de empresa e seus direitos fora. Direito dela decidir! 
Mas na minha inconformidade com o fato, deixo aqui o meu protesto contra os prepotentes, os desrespeitosos, os desumanos, que assediam moralmente os que consideram mais fracos, e contra os que podendo fazer alguma coisa, aceitam como normal esse tipo de atitude, e que até onde se sabe, não houve nenhuma advertência ao déspota!
Mas eu, Di Vieira, como parte da categoria trabalhadora, protesto aqui indignada!  

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