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Dia frio

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Hoje o sol nasceu frio. Hoje o dia frio me olhava, Com seus olhos castanhos escuro, Por cima do cachecol feito de nuvens condensadas. Hoje o céu azul adoeceu, Ficou cinza! Hoje, o céu cinza chorou na triste noite escura. As lágrimas secaram ao toque do primeiro vento que passava. Hoje, o dia frio trouxe saudades de quem me amava quase com loucura. Da mão pura que me fazia cafuné. É, eram duas as mãos que entre as luvas me aquecia. Duas, que entre as pernas me queria, Duas, que em cada toque, me fazia crer, Ser um ser especial. Hoje, o cheiro de terra molhada trouxe a melancolia das almas arrependidas, Trouxe o desabafo dos que choram por amor, E a saudade que jaz enterrada, no escuro cobertor. Di Vieira

PAÍS DO FUTEBOL

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Ultimamente só tenho pensado nisso! Penso nisso, não por causa dos 7x1 que nos deixou entristecidos, "P da vida", não por causa do "apagão" que deixou os jogadores em campo feito uns zumbis. Não por isso! Por isso já chorei, reclamei, e sei que logo passa. O que realmente me preocupa e me faz pensar tanto, é perceber a falta do natural respeito pelas coisas que são nossa, da nossa casa , re speito ao direito de sermos diferentes! Penso cá comigo, que está exatamente na diferença, o nosso poder, e ficarmos tentando descartar a nossa brasilidade é loucura! Lembro de ouvir tantas e tantas vezes, que ao ter pela frente os "Joãos" (assim ele os chamava.) o nosso  brasileiríssimo Garrincha, não se fiava na força ou no seu tamanho, mas sim na ginga de suas pernas tortas.  O rei Pelé envolvia e enlouquecia os zagueiros adversários com seu jeito moleque, com seus dribles sensacionais e assim, o mundo inteiro definitivamente tomou conhecimento ...

Evidentemente

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Evidentemente, A saudade ainda dói! Ainda há aquela gota de lágrima teimosa, Ainda existem as idiotices bem intencionadas, Querendo me fazer acreditar,  Que com o tempo passa. Não passa! Ainda há o chão de pedras, As caixas de lenços de papel, Os pedidos de ajuda aos céus, Os suspiros "do nada"! E aquela lágrima dançando no olhar. Evidentemente,  A saudade não acaba! Evidentemente,  Não quer acabar! Mas pelo caminho mando flores inocentes, No desejo ardente de que chegue ao destino, Onde existirá um anjo, ser divino,  Que as recolha com carinho. Eu sozinho,  E uma saudade só minha. Eu sozinha,  E uma esperança, Pura, como quase nada mais existe, Eu e essa saudade, Que evidentemente,  Teimosamente  persiste! Di Vieira

Em gotas

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#Estrelas

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Colhi estrelas distraídas, Pelo caminho da vida, Por estradas disformes, Por pontes de concreto. Por buracos abertos no peito. Colhi verdades, Ri das mentiras, dos deboches, Deslizei na rampa escura. Insegura, pura, problemática, Simpática, de verde e amarelo! Revi meu olhar mais crítico, Desfiz o olhar mais duro. O partido do "Nem aí", Desconfiei da desconfiança! O sol da esperança, Não se escondeu no cinza de maio. Então, nas noites frias procurei estrelas, Entre os edredons curti sozinho, A vida que valeu à pena! As pedras, os caminhos complicados As coisas que acertei, As que deram errado, Quem não me amou, Por quem fui amado. Distraidamente captei tudo, Distraidamente selecionei estrelas. Grandes e pequenas. E só gu ardei as do melhor tipo, As do tipo que vale à pena!         Di Vieira

Sonhos

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Sonhos são assim! Loucos, quase sempre! Mágicos, Trágicos! Passados no passado, Lembrados no futuro Questionados no presente. Preso nele, quero fugir, Solto, não quero sair. Quero juntar os pedaços, Fazer lógicas, às ações sem sentido. Entre mil olhares ocupados, Alertando mil ouvidos cansados. Entre mil e um sonhos recheados, De promessas, de ameaças, De sorrisos, de saudades, De corridas, e quedas, De buscas, e fugas, De saudades, e medos, Segredos. Sonhos, Penetrando as sombras, Dando vida ao sono, Sonho, E no abandono, tudo se eterniza. Quando vier, me avisa! E venha só quando quero, Quando espero! Não quando queiras! Venha, E desperte a lembrança, Da pequena criança Que vez por outra, de sono desmaia. Caminhe entre as adormecidas flores Que exalam perfumes e carinho, Beije meu rosto bem devagarinho, E em silencio, saia! Di Vieira

#Depende!

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Depende do olhar, Do momento, Do sentimento, Depende do foco, Depende de cada floco de neve, Depende do pingo de chuva, De cada gota de lágrima, De cada pequeno raio de sol, Das pessoas de boa vontade. De cada sorriso que deixa saudade. Depende da fé no futuro. Do querer, do pensamento, Depende de cada momento D e cada foco, De cada querer, Depende do olhar , Da vontade de ver! Depende do sentir , Do não desistir, Depende de mim, Depende de você ! Di Vieira