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PAÍS DO FUTEBOL



Ultimamente só tenho pensado nisso!
Penso nisso, não por causa dos 7x1 que nos deixou entristecidos, "P da vida", não por causa do "apagão" que deixou os jogadores em campo feito uns zumbis.
Não por isso! Por isso já chorei, reclamei, e sei que logo passa. O que realmente me preocupa e me faz pensar tanto, é perceber a falta do natural respeito pelas coisas que são nossa, da nossa casa, respeito ao direito de sermos diferentes!
Penso cá comigo, que está exatamente na diferença, o nosso poder, e ficarmos tentando descartar a nossa brasilidade é loucura!
Lembro de ouvir tantas e tantas vezes, que ao ter pela frente os "Joãos" (assim ele os chamava.) o nosso  brasileiríssimo Garrincha, não se fiava na força ou no seu tamanho, mas sim na ginga de suas pernas tortas. 
O rei Pelé envolvia e enlouquecia os zagueiros adversários com seu jeito moleque, com seus dribles sensacionais e assim, o mundo inteiro definitivamente tomou conhecimento e respeito pelo País do futebol, onde um rei negro habitava e era amado por milhões de pessoas no mundo inteiro.
Nesse país chamado Brasil, craques brotavam nos gramados carecas, cada qual com dribles mais fantásticos que o outro, e que alegravam e levantavam as galeras que sentadas à beira dos campinhos aplaudiam.
Mas resolveram tirar de nós as gingas, os dribles, justamente as armas que detonavam os "gringos" que tinham a seu favor, o poder dos seus músculos, e sua maravilhosa força natural.
Ao pedala Robinho, disseram: "Não se joga mais assim no exterior!" Aceitamos! Mas que idiotice! Eles continuaram aperfeiçoando o que já tinham de melhor, e nós nos esforçando para imitá-los, deixando de lado o nosso jeito brasileiro de jogar, jeito esse que eles acrescentaram ao fôlego fantástico e a maravilhosa força muscular, não que tenham a mesma habilidade, mas junto aos dons naturais transformaram-se em verdadeiros craques.
 muito tempo não dávamos honra ao que era nosso,tratávamos como idiota o nosso rei, mandávamos que  se calasse, sem mais tarde conferir que 90% do que ele dizia era correto. Minimizávamos os feitos dos que trouxeram honra e orgulho a camisa amarela da seleção canarinho. Eles, pensavam, eram os "craques" agora! Achavam-se no direito de fazer comparações absurdas, orgulhosos pelo seu momento de estrela, e a grande soma no banco.
Provavelmente essas estrelas não seriam tão respeitadas lá fora, se não fossem esses verdadeiros craques que aqui citei, e alguns mais que sabemos que foram os verdadeiros alicerceres da fama que o nosso País tem no mundo do futebol.
Quem faz uma casa, sabe que a mais bela, a mais rica que for, depende de um excelente alicerce para se manter firme, e que mesmo sob a terra, é esse alicerce que segura toda a estrutura seja ela qual for.
Falo do respeito aos que vieram primeiro abrindo caminho a duras penas, falo do respeito no gramado, no mundo do futebol, falo do respeito nas empresas, respeito na família, enfim...respeito aos que fizeram em tempos difíceis a sua, a nossa história, e descobrir nessa história o que fez de verdade a diferença, aperfeiçoar essa diferença e ter orgulho dos que a  descobriram. Nesse nosso País, temos realmente algumas coisas que devemos nos envergonhar, mas do nosso drible, nossa ginga, nossa alegria, e nosso jeito brasileiro de jogar, não!
Penso também na perda do respeito às pessoas em geral, penso na perda do orgulho das coisas que são nossa, da nossa cara, da nossa casa, e  penso, porque são elas que nos fazem crescer, nos fazem maiores, nos fazem fortes, são elas que nos fizeram ser,  
O PAÍS DAS PESSOAS ALEGRES, O PAÍS DAS PESSOAS EDUCADAS, O PAÍS DO FUTEBOL.



Di Vieira 

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