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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

DESVAIRADA FANTASIA




É tarde para caminhar sem loucuras
Já que a inocência completou o seu percurso
E concluiu que nada sabe, 
Que nada viu que possa acrescentar como conselho,
Aos hábitos e costumes dos que querem julgar e não olham espelho,
Dos que apreciam enquanto as flores fenecem
E os delicados lábios murcham
Enquanto a boca seca, quanto lhe proíbem palavras
Enquanto o sorriso amarelo doente acamado,
Dorme nos lábios do sol, e se queima no brilho da lua
A agonia e a miséria, é minha e sua,
Mas o universo  cai de amores por flores pequenas e infelizes
Flores atrizes da divina comédia pop
Dos cânticos nos tímidos corais de rock
Dos choros frenéticos, das depressões imaginárias
Da roleta russa no peito afeito as facécias humanas
Enquanto as borboletas de dia e de noite movem suas asas
Girando o mundo  entre fantásticas princesas e fadas!
E ainda existem fadas doidas  que pensam ser meninas,
E loucas meninas que voam, e pensam que são fadas
É nada! Acabou-se a ilusão!
Mas enfim tudo um dia acaba
E no fim tudo termina do mesmo jeito para heróis e bandoleiros.
Na crise dos sonhos, ensinando teorias alheias
Sobre suspeita de nada saber e na escassez da vontade que jura ter.
Já é quase noite e a loucura não é mais um grito,
É um sorriso bonito!!! Tão bonito que parece lindo,
Tão lindo que até parece uma extensa sinfonia
Que deve-se ouvir à noite e ser esquecida de dia,
Onde aquecido pelo falecimento covarde da vida vazia,
E esquecido do pequeno acordo entre a alucinada quimera
E a frenética, desvairada e arrebatadora fantasia,
Se deitará no solo ressecado, entre as flores murchas, 
Sem nenhum gemido.  

Di Vieira

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