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terça-feira, 21 de agosto de 2012

QUASE MOÇA




A mágoa calou no peito o sentimento de menina.
Ainda nem se livrara dos laços nos cabelos
Das tranças nos ombros, do olhar cabisbaixo,
Desejara tanto a saia de cós alto, a blusa banlom ,
Mas era ainda tão menina!
Quase moça! Dizia enquanto folheava o livro.
Relembrando o dia em que colheu a rosa,
que hoje descansava entre as folhas amarelas.
Era quando fresca tão bela!
Mas quando você mal pensa o tempo passa
E deveras hoje tem a mesma graça da flor,
Só que  empalhada!
Queria mesmo era ser amada pelo militar moreno!
Desenhar dentro do quepe pequeno
 Dois corações, duas letras iniciais do nome,
Mas ele sorri, diz que imaginação é seu nome,
Beija seus cabelos e some entre as arvores da praça.
A zanga a abraça e não lhe deixa,
Queria ficar com ele e a farda branca de ilhós dourado,
Navegar por mares distantes, oceanos azulados
Ele com o quepe e as iniciais que pensou fazer e nem fez,
Velejando no navio de papel, por onde o tempo não passa
Navegando nas águas doces do chafariz,
 Ali mesmo, no centro daquela praça.!


Di Vieira

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