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segunda-feira, 16 de abril de 2012

POESIA ENIGMÁTICA



Beijo o sol enquanto sua luz por hoje se apaga
E o seu mormaço me afaga docemente
Gente, o fim do mundo é ali em frente!
Bem ali no fim do mar!
Beijo o silêncio que piedoso de mim, dessa saudade,
Mostra uma certa ternura e me acalma.
Ah! que vontade de estar lá onde tudo parece que acaba!
Mas quem sabe, tudo comece exatamente lá!
Enfim! 
Só queria saber um o pouco mais de mim,
Um pouco mais de você, um pouco mais de nós!
Assim como essa areia branca que se apega aos meus dedos 
Sabe dos segredos do mar que às vezes lhe beija.
Mas se queres desse jeito, assim seja!
Então beijo eu o sol que no céu se esconde,
E sua luz manhosamente se apaga.
Eu voltarei aqui, até não me lembrar mais de ti,
Ou até só ter uma lembrancinha vaga.
As primeiras estrelas chegam sem pressa 
Uma aqui, outra ali, lentamente,
A areia ainda quente, o amanhã ainda incerto,
A quietude, e o sossego teimoso me diz que estou de passagem 
A neblina da noite em meus ombros
Nenhum assombro, nenhum susto,
Deus no céu é justo, digo a mim mesma!
Por hoje foi bom !

Di Vieira
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