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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

#Olhosazuis




Olhos azuis que desprezam os meus,
Presos no tempo que anoiteceu, 
Sem ver o dia de ser feliz.
E quando percebeu, já era tarde,
E no entardecer,
Veio o perceber.
Mas, já era futuro!
E o futuro, nem sempre é como pensávamos
No presente que já foi passado.
Tá tudo errado!
Tanto tempo junto,
E assunto que é bom, pouco.
Lado a lado nesse mundo louco!
Às vezes, nem dá pra entender,
Os motivos das brigas,
E as coisas sem tanta importância,
As quais, damos tanto poder.
Às vezes o que é, até parecem não ser,
Mas sempre são!
As flores no começo,
Os espinhos enormes no fim,
Tanto da gente preso em trejeitos,
Tantas manobras escondidas nos defeitos,
Serpenteando o caminho,
Entremeando tudo, feito cobra!
E como quem não quer nada!
A gente se cobra!
Cobra a compaixão, que não mais se tem,
Cobra a simpatia, que se foi com a alegria,
A gente se cobra, e sempre se cobra mais!
E como quem nada quer,
Destruímos a nossa paz!
Quase endoidecemos!
Falamos o que queremos, sem nos arrepender,
Dizemos coisas, e sem perceber,
O dia virou noite, o tempo fechou!
E agora, já é tempo de recolher as despenadas asas,
Juntar cada qual sua bagagem,
Suas vestes corroídas pelo tempo,
E voltar cada qual pra sua casa.
É noite, a tempestade cai,
É esse o momento!


Di Vieira

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